Não é assim uma Brastemp, mas…

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Antes de começar esse texto gostaria de deixar claro que não recebi nada da marca citada para escrever essas linhas. Apenas se o faço é para aprofundar os temas debatidos nesse nosso espaço democrático. Pois bem leitor – com a licença do mestre Machado de Assis ao usar um dos recursos mais bem empregados na literatura brasileira – vamos à Brastemp.

O slogan “Não é uma Brastemp, mas…” ficou nacionalmente conhecido no início da década de 1990, ao fazer comparações entre os eletrodomésticos e as pessoas. O curioso e motivo desse texto está justamente na força dessa ‘chamada publicitária’. Recentemente, a jornalista de “O Globo” Patrícia Kogut utilizou a frase em sua coluna, mostrando que essa está cada vez mais viva na memória do brasileiro.

 Surge então a discussão a ser levantada por esse texto. Até que ponto um slogan bem formado pode vender? Até onde a publicidade consegue interferir no poder de compra de uma pessoa? Será que somos manipulados pelos publicitários?

Como parte da minha formação básica – o curso de Comunicação Social só é dividido a partir do terceiro ano – tive algumas aulas envolvendo Publicidade e Propaganda e lembro-me que havia diversas discussões sobre a “criação de necessidades” por parte dos publicitários.

Eu, em minha modesta opinião, sempre acreditei que uma boa propaganda poderia sim induzir uma pessoa a comprar algo. Já fui “convencido” de que algo – não muito útil no momento – seria bom para mim e comprei.

Concordo que o assunto cria inúmeras margens de interpretação e são inúmeras as questões levantadas, com diversas conotações, mas invariavelmente ninguém pode discutir: Não é assim uma Brastemp, mas entrou para a lista de jargões da publicidade brasileira e isso não tem comparação.

* Contribuição Visual – Gabriel Duque

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Crônica de Sexta – De antena bem ligada

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Boa Tarde Pessoal,

Alguns amigos já foram apresentados ao projeto “Crônicas de Sexta”. A ideia é divulgar os textos ficcionais que gosto de escrever ao longo da semana. Algumas versões já foram passadas para alguns, mas agora segue uma inédita. Infelizmente, por questões técnicas, a crônica desta semana segue atrasada. No entanto espero que gostem.

De antena bem ligada

Por Rogério Santana

Subir e descer todos os dias era a rotina de Michele. O posto de ascensorista na Alameda Jaú foi o máximo que conseguiu após ficar mais de seis meses desempregada. Para ela, aquele metro quadrado era sua janela para o mundo, afinal de conta ali via-se de tudo.

O prédio comercial, bem localizado no centro financeiro de São Paulo, era frequentado por todos os tipos de pessoas: desde grandes empresários do setor automotivo até os entregadores de pizza para os atarefados de plantão.

Viver subindo, descendo e dizendo o número de cada andar, não era o mais agradável, no entanto as várias situações que presenciava no seu dia-a-dia, encorajavam a jovem Michele a observar o mundo ao seu redor.

Histórias eram aos montes: namorados que brigavam na subida e desciam reconciliados, casais que subiam juntos e voltavam acompanhados (com outros parceiros), senhoras falando mal das empregadas, e todos os tipos de confissões que só os padres e o elevadores escutam.

Certo dia, enquanto esperava a entrada de todos os visitantes, a ascensorista ouviu um diálogo intrigante. Um rapaz alto com olhar desafiador, sussurrando ao celular afirmava:

Matei, mesmo. Não tinha o que fazer, ou era ele ou era eu!

Com os olhos esbugalhados, mas mantendo a discrição de sempre, Michele congelou. Estaria ela ao lado de um assassino? Deveria contar a todos o que ouvira? Mas não era de seu interesse, apenas ouvira uma conversa alheia.

Enquanto o elevador subia, o dilema da jovem aumentava. Suas mãos suavam, seu queixo batia e o medo tomava conta de seu corpo. Até que chegou o andar do suspeito. Michele não exultou, pulou em cima do rapaz e começou a gritar: Assassino! Assassino! Sem entender nada, o jovem conseguiu conter a ascensorista, que não parava de acusá-lo.

Com a chegada da chefe do rapaz à frente do elevador, Michele se recompôs e passou a explicar sua história. Ao terminá-la, André (esse era o nome do “assassino”) e a chefe caíram na maior gargalhada já vista em todo o prédio.

Foi então que André contou a Michele que estava conversando com a sua chefe e o temível crime referia-se a um mosquito que ele havia abatido na noite anterior enquanto concluía o trabalho que deveria ser entregue naquela manhã.

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Ai de ti Paraguai

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Fernando Lugo - Presidente do Paraguai

No dia 04 de outubro comprei o jornal para acompanhar a repercussão do primeiro turno da eleição.  No entanto a nota que mais me chamou a atenção na edição inteira foi sobre o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

Segundo as informações, o mandatário do país vizinho estava internado em um conceituado hospital de São Paulo para tratamento médico. Diagnosticado com um linfoma, Lugo havia tido complicações e por essa razão estava em tratamento na capital paulista.

A notícia em si não chamava tanta a atenção, mas ao ler aquelas linhas, na hora me veio uma pergunta à cabeça. Se Lugo estava em São Paulo para tratamento, será que não há em todo o Paraguai um hospital onde o presidente pudesse ser atendido?

Mas para meu espanto, a segunda pergunta foi ainda mais apavorante: Se o presidente da república deixa o seu país para ser tratado em outra nação, o que será dos milhares de habitantes que dependem da saúde pública?

 Nunca fui ao Paraguai, não conheço a realidade vivida por nossos vizinhos, mas me pergunto agora: Será que todos os paraguaios terão direito a viajar para o Brasil e tratar-se com os melhores médicos? Terão as mesmas condições do presidente da República? Acredito que não.

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Agora vai!

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Bem, minha gente depois de muito enrolar (concordo que a preguiça às vezes fala mais alto), segue aqui o meu primeiro post. Pelo menos nesse nosso novo espaço de discussão e debate.

Sim, pois essa não é a minha primeira experiência na blogosfera. Iniciei meu percurso como blogueiro ao lado de quatro amigos da turma da faculdade. A ideia era postar material inédito e criar um espaço para a troca de conhecimentos e informações. Dos quatro: ainda vejo um, outro sumiu, outro encontro pelas baladas da vida e o outro está envolvido nos demais projetos que pretendo colocar em curso no ano que vem.

A segunda tentativa de entrar para o mundo da net, teve início este ano. Intitulado “ Blog do Rogério”, surgiu com um desabafo, mas padeceu da falta de internet em minha casa e do bendito pecado capital que vez o outra me assola: a preguiça.

Surge então, para vós amigos, o “Leia e Opine”. Com o objetivo de reunir em um só local, meus poucos pensamentos acerca de vários assuntos, como televisão (meu estudo da pós-graduação – ainda não iniciada), política, esportes, viagens e demais categorias. Espero aqui não morrer na praia tecnológica novamente.

Para aqueles que já recebem todas as sextas-feiras, as “Crônicas de Sexta” aqui serão postadas as versões inéditas e aquelas já divulgadas entre os amigos. Espero que este espaço seja de reflexão e ajude a todos a usarem a internet como uma ferramenta de inclusão e discussão.

Acredito que muitos pontos aqui explanados não serão de comum acordo para todos, mas vivemos em uma sociedade heterogênea, na qual as diversas maneiras de se pensar devem conviver harmoniosamente.

Quem gostar do material aqui publicado, por favor, divulgue aos amigos. Façam o que pede o título de nosso blog: opinem. Pois a opinião pública é a força motriz do trabalho realizado aqui.

Rogério Santana

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