Dica: Sobre TV e Cinema

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Editado pela jornalista Renata Fornari, o blog https://sobretvecinema.wordpress.com/ entrou no ar na semana passada com todas as informações sobre séries e filmes.

Se você gosta de se manter bem informado e tem pouco tempo, o Sobre TV e Cinema é ideal. Com uma linguagem rápida e clara, Renata oferece as informações compiladas e objetivas.

Agora os amantes das séries e dos filmes, tem um local dedicado exclusivamente às novidades do mundo televisivo e da sétima arte.

Inicialmente com duas sessões, “Na Telinha” e “Na Telona”, a página é a melhor opção para os fãs de seriados na blogosfera.

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Nos tempos das Havaianas

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Não faz muito tempo. Finalzinho do século XX, entrada para o novo milênio e meu pai, o Sr. Amaro, chegava das compras no bairro do Brás e abastecia nosso estabelecimento comercial (eufemismo para bar, que meu irmão gosta de usar).

Entre as balas e os doces, um artigo sempre estava nas sacolas. Um não. Na verdade dezenas deles. Eram os pares de sandálias havaianas, muito populares entre os moradores de meu bairro naquela época.

Lembro-me de que além das sandálias completas, meu pai vendia também as correias (atire a primeira pedra, quem nunca colocou um prego na sua havaiana para durar mais) e as solas.

Mas como tudo na vida, o tempo passa e as coisas evoluem. Atualmente, acredito que não haja mais as havaianas azul e preta como antigamente, afinal de contas, agora uso as havaianas toda branca, que não custam o mesmo valor de antes.

Assim como o texto da Brastemp, não recebi nada para falar das havaianas. Apenas quis comentar sobre as mudanças que ocorrem em nossas vidas. Peguei o exemplo das sandálias, que agora já não são mais vendidas nos bares da periferia, mas em lojas conceituadas nos shoppings, para mostrar que tudo na vida evolui, seja positivo ou negativamente.

Cabe a cada um encontrar a melhor maneira de se adaptar às mudanças. E você; já usou havaianas compradas em pequenos estabelecimentos? Ou aderiu à moda, depois que as sandálias passaram a fazer a cabeça (digo os pés, das pessoas)?

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Crônica de Sexta – Dona Gramática bate a porta e pede passagem

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Amigos,

Antes de tudo, gostaria de desculpar-me. Não foi possível publicar a crônica da semana passada, por inúmeros motivos. Mas, segue aqui a sugestão de leitura desta semana. Espero que gostem e divulguem para os seus amigos.

Abraço,

Dona Gramática bate a porta e pede passagem

Por Rogério Santana

As orações coordenada e subordinada – irmãs gêmeas – não compareceram, mas os outros parentes de Dona Gramática fizeram questão de adentrar ao recinto para prestigiar o pronunciamento que acarretaria mudanças importantes na vida dos presentes.

Estavam todos lá – desde a crase (mal vista pelos artigos definidos femininos, que tendem a desaparecer com a sua presença) até os verbos transitivos indiretos que tanto precisam das preposições para sobreviverem.

Mas o problema maior estava do lado de fora. Relegado, o trema não se conformava com o fato de sequer ter sido convidado e mais do que isso, estava por ordens de Dona Gramática – a entidade máxima da festa – proibido de fazer companhia ao U, seu fiel parceiro de anos de caminhada.

No quesito letras: K, W e Y se adornaram com todos os requintes e não perderam tempo. Assim que abriram as portas do grande salão, se uniram aos demais 23 símbolos gráficos e agora parte da família ocupavam seus respectivos lugares.

Enfim, chegou-se o grande momento. A apoteose. Do alto de sua altivez, assim como são todas as rainhas, descia as escadas, triunfante, Dona Gramática em pessoa. Ao sentar-se a cabeceira da majestosa mesa, ordenou:

“Está aberta da sessão”.

Todos estáticos e reflexivos apenas saudaram-na com o respeito e o temor típicos, tidos em relação aos monarcas. Jamais contestada, nunca contrariada, Dona Gramática impunha as regras e seus fiéis e obedientes súditos ouviam atentos todas as determinações, sem julgá-las se pertinentes ou não, apenas escutavam e acatavam como lei tudo o que a Rainha das Regras (com suas determinadas exceções, claramente) delimitava ser o correto.

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O caminho para conquistar o mundo

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Nesta quarta-feira, 27, a FIFA realizou o sorteio para definir a composição das chaves do Mundial Interclubes, que será realizado em dezembro, nos Emirados Árabes Unidos. Com a participação dos seis vencedores dos interclubes de cada confederação, mais um time local, o campeonato concede ao vitorioso o título de Campeão Mundial.

Ao ler a matéria sobre a composição das chaves, chamou-me a atenção o ‘privilégio’ dado as equipes representantes da CONMEBOL (Confederação Sul-Americana) – Internacional/Brasil e da UEFA (Confederação Europeia) – Internazionale/Itália.

Não busco aqui fazer a “defesa dos pobres e oprimidos”, mas gostaria que houvesse uma chance justa e igualitária para todas as equipes, independentemente da localização geográfica e da tradição futebolística.

Por exemplo, a análise do quadro mostra que tanto o time brasileiro quanto o italiano já entram na disputa na semifinal do torneio, sendo que o representante da Oceania – esse ano o Hekari United, de Papuá Nova Guiné – terá que disputar quatro partidas em busca do título.

Tabela Mundial Interclubes 2010 retirada do site globo.com

Defendo a tese de que em campo, não há tradição ou equipe melhor. O que deve acontecer é uma disputa igualitária entre todos os times com o mesmo número de jogos e os direitos iguais.

* Contribuição visual – Akio Uemura

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Geisy Arruda, nossa Susan Boyle

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Antes de começar a explanar minhas ideias, gostaria de deixar bem claro que sempre fui fã de Susan Boyle. Digam o que quiserem os críticos (minha amiga Renata Fornari, por exemplo) a escocesa sempre foi uma idola para mim, principalmente pelo “conjunto da obra”.

O sucesso em que transformou o patinho feio que estremeceu a plateia do Britain’s Got Talent – espécie de show de calouros sucesso no Reino Unido – com sua interpretação ímpar do musical Les Misérables é fruto do advento da tecnologia. Hoje qualquer pessoa pode conseguir seus 15 minutos de fama e ficar conhecido mundialmente através da internet.

Fotomontagem - Akio Uemura

Pois muito bem, é nessa intersecção que nossas duas personagens se encontram. Hostilizada, há exatamente um ano, por alunos da Uniban ao usar um vestido curto, a ex-estudante Geisy Arruda contabiliza agora as benesses dos seus instantes de fama.

Após passar por uma série de cirurgias plásticas, estampar a capa de inúmeras revistas e procurar um novo namorado em um programa de televisão, Geisy atacou de estilista. A ex-candidata a turismóloga lançou uma coleção de vestidos voltados à classe popular.

Mas o auge da “carreira” de Geisy ainda estava por vir. Içada a categoria de empresária, a ex-universitária entrou para o grupo de fazendeiros do programa da Record e ainda estampará a capa de uma revista voltada para o público masculino. A participação durou apenas duas semanas, mas foi o suficiente para comprovar a tese inicial desse texto.

Geisy mostrou-se muito parecida com Susan (não pela aparência), mas pelo fato de conseguir tirar proveito de sua fama instantânea. Enquanto a inglesa gravou um CD – líder de vendas no Natal do ano passado – a paulista lucra exaustivamente com o caso originado a partir de um vídeo no Youtube.

Assim, a tecnologia proporcionada a todos através da popularização da banda larga, acesso fácil aos computadores e até programas de calouros nos leva a criação de “celebridades efêmeras” em busca de seu lugar ao sol.

A discussão levantada aqui não é a vida de Geisy ou Susan, mas o fato de que o século XXI vê o surgimento de factóides a cada instante. Alguns desaparecem assim como se iniciaram, mas outros conseguem ampliar seu tempo “15 minutos de tempo”.

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