Onde está o problema?

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Esse texto, que gosto de chamar de reflexão, nasceu após o “Grande Surpresa” postado aqui anteriormente. Confesso que depois do “Castelo Rá-Tim-Bum”, “O Mundo da Lua” e outros programas infantis, não assisti mais a TV Cultura.

Sempre que possível vejo os programas da Globo e agora com mais frequência os da Record. Não quero aqui levantar a questão da audiência das grandes redes, mas convidá-lo para uma análise.

Por que a TV Cultura com programas tão ricos em ensinamentos chega a dar traço no IBOPE? (ou seja, não conseguem nenhuma pontuação); o que falta na programação das TVs públicas para que o povo passe a ter mais interesse? Vou além, o que falta nas grandes redes para que os programas deixem de buscar a audiência por si só e vejam o lado educativo de seu trabalho?

Talvez um exemplo vivenciado por mim, ajude a esclarecer alguns pontos. Recentemente, fui convidado a conhecer os equipamentos de cultura de um bairro do extremo leste da cidade de São Paulo.

Concordo que se tratava de um domingo, e que por isso o número de visitantes seja menor, mas o que mais me chamou a atenção foi o desuso dos espaços. A biblioteca, às moscas, não havia recebido nem dez visitas no dia; os dois centros culturais visitados estavam quase vazios, pois não havia pessoas interessadas, entre outros exemplos.

Com isso, acredito que chegamos a um ponto comum e acabei respondendo às perguntas anteriores. Não temos que mudar as programações das redes de televisão e sim a consciência do povo que assiste e constrói essas audiências na televisão.

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Grata Surpresa

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Neste sábado, não tinha muito que fazer, por isso após o almoço resolvi dar uma ‘zapeada’ pelos canais de televisão. Quando para minha surpresa me deparo com um programa bem interessante.

Apresentado por Amanda Acosta, o “Inglês com Música” é uma co-produção da Univesp TV (órgão do Governo do Estado de São Paulo) com a TV Cultura, que transmitia a atração e contava com a parceria do Centro Paula Souza.

A professora Marisa Leite e a apresentadora Amanda Acosta

(Aqui uma pequena digressão: Ao procurar a foto que ilustra este post, descobri que o programa deste sábado era na verdade a estreia da temporada e mais, o programa já havia sido exibido na emissora durante 20 anos).

A idéia do programa educativo é muito válida. Através de uma música em inglês, (neste sábado a escolhida foi It’s a Beautiful Day, do grupo U2) a professora Marisa Leite de Barros incentivava os alunos das ETEC’s a ‘analisar e estudar a canção’.

Chamou-me a atenção, além da desenvoltura da professora, o interesse dos alunos e os quadros que utilizando trechos da música estimularam exercícios de vocabulário, construção de frases e pronúncia.

O meu elogio ao programa fica por conta do trabalho desenvolvido pela produção, que conseguiu levar um assunto tão importante em sala de aula (ensino do inglês) de uma maneira divertida e atraente.

Para quem se interessou pelo programa, o próximo vai ao ar no sábado, 27, a partir das 14h00.

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Visual Novo

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Galera como vocês podem perceber, o Leia e Opine está de cara nova. Com o grande auxílio de meu amigo Akio Uemura, mudamos o layout do blog e apresentamos novas ferramentas para facilitar a navegação.

Espero que todos gostem e façam como pede o título de nosso espaço democrático: entrem, leiam e opinem e se gostaram do material divulgado aqui, repassem para os seus amigos também.

Rogério Santana

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O valor da amizade

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Apesar de não serem inspiradas na famosa propaganda do cartão de crédito, algumas coisas na vida realmente não tem preço. Explico. Às vezes, nos sentimos tristes e desamparados, ou muitos momentos não temos a quem recorrer, nessas horas encontramos algumas pessoas que nos fazem ver a essência da verdadeira amizade.

Gostaria aqui de ressaltar que conheço muita gente, muitos fizeram e muitos ainda fazem parte da minha vida. Alguns, infelizmente, perdi o contato, mas Deus em sua infinita graça me concedeu o dom de onde chegar encontrar pessoas que acrescentassem algo em meu viver.

Sim. Assim como muitos, também já vi um grande amigo ser ceifado desta vida, mas acredito que ele havia cumprido o seu caminho nesta Terra e essa foi a opção de Deus.

Por essa razão, para ser rápido e sucinto. OBRIGADO a todos aqueles que estiveram, estão ou ainda estarão ao meu lado nessa vida. Sei da importância de cada um. Não citarei nomes, pois estarei cometendo injustiças, mas você que lê esse texto, sabe que no momento em que redigi essas linhas estava pensando em sua amizade. Valeu.

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Imparcialidade Jornalística

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Galera, antes de começar o blog, tinha um material arquivado em meu computador e agora aos poucos vou postando. O texto de hoje se refere a uma reflexão surgida após a exibição de uma matéria na Rede Globo.

Assisti à reapresentação de uma reportagem de Regis Rosing para o Esporte Espetacular sobre as mudanças em Ruanda após o genocídio de 1994 e a relação da nova geração com o futebol que unia as etnias do país.  

(Aqui um parêntese, Ruanda fica na África e viveu por anos uma guerra civil que colocou em dois pontos as etnias que compõem a nação. Hutus e Tutsis entraram em conflito e o saldo foi mais de 1 milhão de pessoas mortas).

O fato que mais me chamou a atenção para escrever esse texto foi a participação do repórter na matéria e a sua consequente transformação após a exibição.

O apresentador Luiz Ernesto Lacombe disse que se tratava de uma reportagem muito comentada em 2009 e por isso haveria a reapresentação. Rosing por sua vez comentou que se tratava de uma matéria na qual o jornalista fazia a sua parte que era contar uma história, mas não deixava de lado a parte humanitária da reportagem.

Foi isso que Regis conseguiu passar ao telespectador. Na universidade vemos que a tão famosa imparcialidade jornalística não passa de um mero mito, pois todo interlocutor apresenta sua visão do ponto apresentado.

Ao correr junto com as crianças de Ruanda atrás daquela bola confeccionada com plásticos e fitas, Rosing conseguiu mais que uma bela matéria, o repórter mostrou que o jornalismo pode ser mais que um simples apresentar fatos e tornando-se assim um bom contador de histórias.

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