Copa de 2018: já são 23 seleções com surpresas e decepções

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Por Gabriel Duque

A rodada dupla das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 foi cheia de emoção com classificações históricas para o torneio. No total, 23 seleções já carimbaram o passaporte para a Rússia. Das últimas 9 vagas, 3 sairão das eliminatórias africanas, 4 da repescagem europeia e 2 em disputas intercontinentais.

Entre as surpresas, Islândia, Egito, Panamá e Peru protagonizaram feitos incríveis com muita empolgação de suas torcidas. Enquanto a Argentina viveu na corda bamba correndo risco de ficar fora, mas garantiu sua vaga, e seleções de destaque como Itália e Croácia ainda vão à repescagem. Já Holanda, País de Gales, Chile e Estados Unidos foram grandes decepções e serão ausências sentidas no Mundial do ano que vem.

Classificados

  • País-sede: Rússia
  • Ásia: Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita e Irã
  • Europa: Bélgica, Alemanha, Inglaterra, França, Portugal, Espanha, Polônia, Sérvia e Islândia
  • América do Sul: Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia
  • Concacaf: México, Costa Rica e Panamá
  • África: Nigéria e Egito

Vagas restantes

A Europa conta com mais 4 vagas direta para a Copa de 2018 e as 8 melhores segundas colocadas de seus grupos vão disputar a repescagem. O sorteio dos confrontos será em 17 de outubro e os times foram separados em dois potes de acordo com o ranking da Fifa.

Suíça, Itália, Croácia e Dinamarca estão no pote 1, enquanto Suécia, Irlanda, Irlanda do Norte e Grécia formam o pote 2. Os jogos de ida serão entre 9 e 11 de novembro e a volta acontece de 12 a 14 do mesmo mês.

Já pelos duelos entre continentes, o Peru, quinto colocado na América do Sul, enfrenta a Nova Zelândia, pré-classificada pela Oceania. A partida de ida será em solo neozelandês em 6 de novembro e a volta no dia 14. A Austrália, que superou a Síria na repescagem asiática, pega Honduras, quarta na Concacaf, nas mesmas datas com a decisão em terras australianas.

Na África, ainda falta uma rodada para a resolução de três grupos. Os jogos também serão entre 10 e 14 de novembro. No grupo A, Tunísia e República Democrática do Congo disputam a vaga, mas a Tunísia só precisa do empate contra a Líbia. Os congoleses têm que vencer Guiné, torcer por derrota dos tunisianos e tirar diferença de saldo.

Na chave C, temos confronto direto pela classificação. Marrocos, com nove pontos, e Costa do Marfim, com oito, jogam no dia 11 na casa do segundo colocado. Por fim, o grupo D é o mais embaralhado. Senegal, com oito pontos, Burkina Faso, com seis, Cabo Verde, com seis, e África do Sul, com quatro, mantêm chances.

Cabeças de chave

Com os 23 times garantidos na Copa de 2018, já estão definidos também os selecionados cabeças de chave. Rússia, Brasil, Alemanha, Bélgica, Polônia, Portugal, França e Argentina são os oito capitães dos grupos. O sorteio para o Mundial está programado para 1 de dezembro, em Moscou.

Novidades na Copa de 2018

A festa foi grande para a Islândia, que se tornou o país com menor população, cerca de 330 mil habitantes, a conquistar uma vaga para a Copa do Mundo. Depois da inédita campanha na Eurocopa do ano passado quando avançou até as quartas de final, os islandeses coroam a ótima fase. Em sua chave, desbancaram Croácia, Ucrânia, Turquia, Finlândia e Kosovo e se classificaram pela primeira vez para o torneio. Veja vídeo da comemoração:

A Polônia também merece destaque com a geração de Lewandowski levando o país de volta à Copa. A última participação foi em 2006.

E quem volta ao Mundial após 28 anos é o Egito. Com direito a gol de pênalti de Salah aos 50 minutos do segundo tempo, a seleção ganhou do Congo e estará na Copa de 2018.

Outro debutante na Copa de 2018 é o Panamá. Sua estreia se dará após o emocionante triunfo sobre a Costa Rica por 2 a 1, com gol polêmico em que a bola não entrou de forma evidente. O time ficou em terceiro nas eliminatórias da Concacaf, superando o favoritismo dos Estados Unidos. Até o presidente do país comemorou o feito e decretou dia de festa nacional.

Não é uma classificação direta, porém a vaga na repescagem já representa um grande feito para o Peru, de Guerrero e Cueva. A última chance do atacante do Flamengo de disputar o Mundial veio também de maneira dramática no empate com a Colômbia por 1 a 1 e foi ajudada pela derrota do Chile. Se conquistar a sonhada vaga, o time peruano voltará à Copa após 36 anos. Sua última participação foi em 1982.

Ausências no Mundial na Rússia

A lista de craques fora do torneio começa com Robben e Gareth Bale. Jogando praticamente sozinho na bagunçada seleção da Holanda, o atacante do Bayern de Munique fez os dois gols da vitória sobre a Suécia na última rodada, mas o necessário milagre de 7 a 0 não foi alcançado para ir à repescagem.

A Laranja Mecânica fica de fora após três participações seguidas (a última ausência foi em 2002), com direito a ser vice-campeã em 2010 e terceira colocada em 2014. De quebra, o jogador se aposentou da equipe.

Já o País de Gales não contou com Bale no jogo decisivo, mas perdeu em casa da Irlanda e acabou em terceiro no grupo D. Após as semifinais na Euro no ano passado, a desclassificação é um balde de água fria. A única Copa disputada pelo país foi em 1958.

Na mesma chave, a Áustria, de jogadores de destaque no cenário europeu como Alaba, também não conseguiu vaga e decepcionou com o quarto lugar. O classificado do grupo foi a Sérvia, que, como nação independente, volta ao torneio após jogar em 2010 e não disputar em 2014.

Na Concacaf, os Estados Unidos fizeram uma força tremenda e obtiveram a façanha de não se classificar. Os americanos eram favoritos a ficar com a vaga direta, mas, além dos concorrentes ganharem seus jogos, conseguiram perder para Trinidad e Tobago, única eliminada e dona de até então uma vitória em nove partidas do hexagonal.

O vexame tira a seleção americana da Copa após sete participações seguidas. A última ausência foi em 1986.

Se o Peru atingiu o feito heroico de chegar ao quinto lugar e na repescagem nas eliminatórias sul-americanas mais disputadas da história, o Chile ficou em sexto, saiu derrotado e assistirá ao torneio pela televisão. A chamada geração de ouro, que foi campeã duas vezes da Copa América e repleta de craques na Europa como Sánchez e Vidal, caiu para o Brasil por 3 a 0 e ficou fora no saldo de gols. É um desalento para a geração vitoriosa.

Não chega a ser uma decepção pela falta de tradição, contudo o Gabão não obteve a vaga na África também e a Copa perderá mais um destaque: Aubameyand, do Borussia Dortmund.

Dá até para formar uma bela seleção com tantos jogadores consagrados desclassificados da Copa.

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