Trump e mais polêmicas: NBA e NFL contra o presidente

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Por Gabriel Duque

Envolvido em constantes polêmicas e problemas, Donald Trump entrou em mais uma confusão. Dessa vez, os atletas das ligas de basquete e de futebol americano, a NBA e a NFL, respectivamente, foram o alvo do presidente dos EUA.

Um dos imbróglios começou sobre a visita do Golden State Warrios, atual campeão da NBA, à Casa Branca. Apesar da tradição do evento, o próprio time não tinha decidido ainda aceitar o convite e Stephen Curry, estrela da companhia, disse que não queria ir por ser contra atitudes de Trump e do que considera aceitável e tolerável.

Como o presidente não gosta de ser contrariado, logo na sequência retirou o convite e quebrou o costume. O time do Golden State disse acreditar no direito de livre expressão dos cidadãos e falou que, em vez da visita, irá a Washington para “celebrar a igualdade, diversidade e inclusão”.

O Warriors foi apoiado por diversos jogadores da liga como LeBron James. Pelo Twitter, o astro do Cleveland Cavaliers publicou: “Ir à Casa Branca era uma grande honra antes de você aparecer por lá”. Bradley Beal, do Washington Wizards, foi mais duro ao chamar Trump de palhaço.

Vale lembrar que a visita do campeão de ligas esportivas dos Estados Unidos ocorre desde 1963 com John Kennedy. No entanto, tal evento virou uma tradição anos mais tarde no mandato de Ronald Reagan na década de 1980

Trump X NFL – Se uma confusão já não era o bastante, o presidente se afundou em outra ao insultar atletas da NFL em comício, na última semana. Os jogadores têm protestado durante a execução do hino nacional antes das partidas. Os atos são contra a discriminação racial no país, principalmente, a violência policial contra negros.

Após o mandatário pedir que as franquias demitissem os esportistas que repetissem as manifestações, a própria NFL condenou a declaração de Trump. No último domingo, diversos atletas se ajoelharam durante o hino contra o presidente e em alguns jogos ficaram abraçados no campo, inclusive junto com comissão técnica e dirigentes dos times.

Em Detroit, no duelo entre Atlanta Falcons e Detroit Lions, até o cantor do hino, Rico LaVelle, se ajoelhou depois de cantar. Mais forte, o Pittsburgh Steelers se recusou a entrar em campo no hino.

LeBron James elogiou a postura dos colegas e disse que Trump tenta dividi-los como pessoas. Até Tom Brady, do New England Patriots, amigo e apoiador do presidente, apoiou os companheiros.

O protesto começou em 2016 com Colin Kaepernick, na época jogador do São Francisco 49ers e que desde então está desempregado mesmo tendo desempenho superior a outros jogadores.

No meio dessa tensão, o time de basquete da Universidade da Carolina do Norte, campeão universitário em 2017, também prometeu negar um possível convite para visita à Casa Branca. Por outro lado, Trump confirmou que o Pittsburgh Penguins, campeão americano de hóquei, irá a Washington.

Esporte e política

O interessante é ver o esporte envolvido com problemas sociais e políticos de um país, como já aconteceu em diversos momentos da história com episódios e reflexos inclusive nos Jogos Olímpicos.

No Brasil, em contrapartida, é cada vez mais difícil ver um movimento de atletas contra questões políticas. É só recordar o cenário no próprio ambiente esportivo, já que presidente da CBF não viaja ao exterior para não ser preso pelo FBI. Marco Polo Del Nero é investigado pela Justiça americana no processo de corrupção da Fifa por receber propinas.

Outro dirigente nacional, Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB e do Comitê Organizador da Rio 2016, é alvo de operação por suposto pagamento de propina para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos no ano passado.

No entanto, alheios a situações de política esportiva, política nacional, ambientais, discriminatórias e outras tantas, é raro ver um atleta nacional se manifestar. Os jogadores de futebol, com toda sua força, relevância e servindo de exemplo, estão fora dessa sintonia e engajamento.

No último movimento, o Bom Senso Futebol Clube, que tentava modificar a estrutura do futebol brasileiro, foi liderado por jogadores de peso em final de carreira como Alex, Rogério Ceni, Dida, Paulo André e outros, mas acabou perdendo força com o tempo e com o medo dos atletas de sofrerem represálias.

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