Banco de imagens: use com cuidado

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Foto retirada do site Visual Hunt

Recentemente uma nota publicada no G1 chamou a minha atenção: tratava-se do uso de uma imagem para ilustrar a tradicional festa da Purificação na cidade de Santo Amaro, na Bahia.

Postada no perfil da prefeitura no Facebook, a imagem trazia pessoas com biotipo europeu ilustrando um post sobre a festa.

Logo após a publicação, inúmeros internautas comentaram que aquelas pessoas não representavam o biotipo da maioria dos baianos.

No momento em que li a matéria lembrei-me de um debate que tivemos no curso de mídias sociais (que por sinal está com inscrições abertas para a nova turma).

Durante a aula falamos sobre a importância dos bancos de fotos para ilustrar posts, mas também avaliamos os riscos que as fotos poderiam trazer.

Na época, lembrei da campanha eleitoral de 2014, onde muitos candidatos usaram fotos de bancos de imagens como sendo de eleitores, no entanto, as mesmas estavam disponíveis para consulta e compra em sites estrangeiros.

O uso de imagens compradas ou disponibilizadas gratuitamente em sites especializados é de suma importância para o trabalho do analista de mídias sociais que não tem tempo e recursos para produzir a imagem necessária.

Neste momento entra um fator crucial para todo produtor de conteúdo: saber usar o bom senso e não utilizar uma foto com cara da vida noturna de Budapeste para ilustrar um evento na Bahia.

Em tempo, este site aqui tem milhões de fotos para serem usadas livremente. Agora se você procura algo muito específico do Brasil, como um monumento ou um lugar, talvez o Fotos Públicas possa te ajudar.

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