O problema é o Projac

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A novela Babilônia acabou na sexta, mas acho que vale aqui um comentário sobre a trama escrita por Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

Não vou me unir ao coro dos críticos que desceram o sarrafo na trama e principalmente no último capítulo – apesar de concordar que sim, foi um dos finais de novela mais bizarros já exibidos pela Rede Globo.

No entanto, como parte de uma filosofia de vida consegui enxergar algo positivo na história.

Como é sabido por todos sou leitor contumaz de sites sobre novelas. Desde Patrícia Kogut, de O Globo, até o “Notícias da TV”, do UOL, leio e sei com antecedência o que vai acontecer nas histórias.

Esses chamados spoilers são a força motriz de vários sites que cobrem televisão e chamam a atenção da audiência.

Divulgação/Globo

Divulgação/Globo

Está aqui um ponto positivo de Babilônia, assim como todos os telespectadores só fiquei sabendo da falsa morte de Otávio (Herson Capri) assistindo ao capítulo.

Os autores conseguiram manter o segredo até o momento da exibição. Outro momento da trama que só foi conhecido na TV foi o desfecho das personagens Beatriz e Inês, Glória Pires e Adriana Esteves, respectivamente.

Os sites chegaram a adiantar a gravação na pedreira, mas não sabiam ao certo quem seria a vítima – no caso as duas.

Essa introdução toda é para dizer que o problema do vazamento de spoilers e o fim do segredo na televisão estão diretamente ligados à própria equipe da novela.

Já havia abordado o assunto recentemente, mas reportagem da última quinta-feira, assinada por Chico Felitti e publicada na Folha de S.Paulo ressuscitou o assunto ao mostrar que existe um verdadeiro mercado de venda de informações no Projac (Central de Produções da Globo).

Tanto é que o tão alardeado primeiro beijo gay das novelas da Globo entre Mateus Solano e Thiago Fragoso, em Amor à Vida, de Walcyr Carrasco, foi gravado em uma casa no litoral – coincidentemente a informação não vazou e foi ao ar como a morte de Beatriz e Inês – sem ser revelada antes da hora.

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